Vai deliberar distribuição de lucros em 2025 Você PRECISA saber disso
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Vai deliberar distribuição de lucros em 2025? Antes de assinar qualquer ata, você PRECISA saber disso
Vai deliberar distribuição de lucros em 2025? Antes de assinar qualquer ata, você PRECISA saber disso

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Vai deliberar distribuição de lucros em 2025? Antes de assinar qualquer ata, você PRECISA saber disso

Em 2025, todos nós, empreendedores, fomos surpreendidos com a notícia de que, a partir de 2026, lucros e dividendos distribuídos podem ser tributados em até 10%.

Com isso, muita gente começou a correr para deliberar lucros e registrar tudo na Junta Comercial antes do fim do ano, e você talvez esteja pensando em fazer o mesmo.

Mas aqui vai uma verdade importante:
Deliberar lucros não é só uma formalidade contábil. Isso mexe profundamente com o seu balanço, seus índices financeiros e até com o futuro da sua família.

E a maioria dos empresários ainda não sabe disso.

Por isso, antes de qualquer assinatura, vamos conversar abertamente, de empreendedor para empreendedor, sobre o que realmente está em jogo.

1. Deliberar lucros pode prejudicar seus índices de endividamento (e você pode nem saber disso)

Quando você delibera a distribuição de lucros, acontece uma mudança contábil automática:

  • O valor sai da reserva de lucros (patrimônio líquido)
  • E vira dividendos a pagar (passivo)

Em termos simples:

O que era “sobra saudável da empresa” vira “dívida da empresa com os sócios”.

Isso afeta diretamente seus índices financeiros, especialmente o endividamento e a liquidez geral.

Se sua empresa participa de:

  • processos de licitação,
  • concorrências públicas,
  • contratos que exigem análise de balanço,

… essa mudança pode te desclassificar, mesmo que a empresa seja saudável.

2. Se você depende de banco ou crédito, isso também pode te afetar

Instituições financeiras analisam:

  • endividamento,
  • liquidez,
  • capacidade de pagamento,
  • estrutura patrimonial.

Ao deliberar a distribuição de lucros, seus indicadores pioram no papel, e o banco pode:

– reduzir limite de crédito
– encarecer juros
– pedir garantias adicionais
– recusar financiamentos

Isso não é exagero — é exatamente assim que as áreas de risco operam.

A solução possível?

Conversar com seu gerente ANTES de deliberar, e entender se uma nota explicativa no balanço, explicando se tratar de uma deliberação de distribuição de lucros por conta da lei 15.270/2025 pode evitar reclassificações automáticas.

3. Em processos sucessórios, a deliberação pode gerar ITCMD (e quase ninguém sabe disso)

Aqui está um ponto silencioso (e muito perigoso).

Quando você DELIBERA a distribuição de lucros, o “dividendo a receber” passa a ser patrimônio do sócio, mesmo que ainda não tenha sido pago.

Ou seja:

Em caso de falecimento, esse valor entra no inventário e pode gerar ITCMD de 5% a 8%, dependendo do Estado.

E como as alíquotas tendem a subir nos próximos anos, o impacto patrimonial pode ser enorme.

Já quando os lucros não são deliberados, você pode:

  • distribuir aos poucos,
  • manter dentro de faixas que evitam imposto,
  • controlar o fluxo com mais segurança.

Deliberou? Já virou patrimônio.
E patrimônio paga imposto na sucessão.

4. Registrar a ata na Junta Comercial dá “publicidade” aos seus lucros

Poucos empresários se dão conta disso.
Quando você registra a ata de deliberação:

  • qualquer pessoa pode descobrir quanto lucro sua empresa acumulou

Dependendo do seu tipo de negócio, relacionamento societário ou exposição comercial, isso pode não ser desejável.

Então, devo deliberar ou não?

Mesmo com esses alertas, é verdade:

Para a grande maioria das empresas, é recomendável deliberar os lucros em 2025 para evitar os 10% de IR.

Mas isso não significa fazer sem estratégia.

A decisão não pode ser automática.
Precisa ser pensada, simulada, calculada.

Não existe uma única resposta para todas as empresas, e nem deveria existir.

O que recomendamos, como consultores e como empreendedores:

  • Converse com seu contador antes de tomar a decisão.
  • Avalie como a deliberação afeta seus índices de liquidez e endividamento.
  • Verifique o impacto no seu relacionamento bancário.
  • Considere os efeitos no planejamento sucessório da família.
  • Entenda se vale a pena deliberar tudo, parte, ou escalonar.

O objetivo é simples: economizar imposto, sem criar problemas maiores no caminho.

Estamos aqui para te ajudar a decidir com segurança

Se você ainda está em dúvida sobre como agir, vamos analisar o seu caso com cuidado — os números da sua empresa, seu patrimônio, seus riscos e seus objetivos.

A pior decisão é aquela tomada às pressas.
A melhor é a que considera todos os cenários.

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