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Você já deve ter passado por isso: a empresa está em obra, vem aquele prestador de serviço rapidinho, resolve o problema, mas… não emite nota fiscal. Ou então surge um fornecedor oferecendo “um descontinho” se for sem NF. Às vezes o sistema é contratado no cartão pessoal do sócio, porque na correria parece mais simples. Quem nunca, né?
Só que esse costume, tão comum na rotina das empresas brasileiras, vai pesar no seu bolso a partir de 2026. E não é pouco.
Quando a empresa paga algo sem documentação fiscal válida, o contador não pode simplesmente lançar como despesa. Afinal, isso não resistiria a uma fiscalização.
A saída tradicional seria:
lançar esses pagamentos como distribuição de lucros para o sócio,
e o sócio faz o pagamento ao profissional ou fornecedor.
Pronto. Na aparência, tudo resolvido.
Só que isso acabou.
Com a Lei 15.270/2025, que traz a tributação de lucros e dividendos, todo valor contabilizado como distribuição de lucro passa a entrar na base de cálculo da nova tributação, inclusive:
E aqui está o ponto crítico:
mesmo que o sócio NÃO tenha ficado com o dinheiro, mesmo que o valor tenha sido usado para pagar fornecedores, pedreiros, freelancers, serviços avulsos… se entrou na contabilidade como lucro distribuído, vai ser tributado.
Ou seja, aquele pagamento sem nota que parecia inofensivo pode aumentar (e muito) o imposto da sua empresa no ano que vem.
A partir de 2026, toda distribuição de lucro “mascarando” despesas sem nota vai gerar imposto real a pagar. E a conta pode ser alta.
Então, se você é empreendedor, aqui vai o recado direto e honesto:
Nada de pagamentos “por fora”. Eles vão te custar impostos desnecessários.
Use RPA ou contrate via pessoa jurídica. Sem isso, você paga imposto como lucro mesmo quando é despesa operacional.
Desconto sem nota virou ilusão.
Hoje, o que você “economiza” no preço, paga em imposto no ano seguinte.
Se você transforma despesa em lucro distribuído para “resolver”, está apenas empurrando um problema tributário para frente.
E agora, a conta chegou.
O cenário mudou. O que antes passava batido, agora vira base de cálculo de imposto.
Ignorar isso pode custar caro para sua empresa e para você como sócio.
Mas a boa notícia é simples:
Com processos ajustados, contratos revisados, fornecedores regularizados e operações registradas corretamente, você evita pagar imposto sobre um dinheiro que nunca ficou com você.
É hora de profissionalizar de vez a gestão fiscal.
O “jeitinho” ficou caro demais.
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