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Ainda estamos em junho, mas agosto já está batendo na porta.
E, para muitas empresas, essa data pode representar o fim da fase em que a Reforma Tributária era tratada apenas como um assunto para “acompanhar depois”.
A mudança já começou a aparecer onde a operação acontece todos os dias: nas notas fiscais.
A partir de agosto de 2026, inconsistências nos campos relacionados à CBS e ao IBS poderão gerar notificações. A empresa terá prazo para corrigir, mas isso não significa que o problema só começa quando houver multa ou cobrança efetiva.
Na prática, o risco começa antes.

Durante muito tempo, a Reforma Tributária foi vista como um tema distante.
Algo para advogados, contadores, consultores e grandes empresas discutirem em reuniões técnicas. Mas esse cenário mudou.
Agora, os efeitos começam a aparecer na emissão das notas fiscais.
Isso significa que a adaptação deixou de ser apenas estratégica e passou a ser operacional. Ou seja: não basta entender a Reforma. É preciso garantir que o sistema da empresa esteja preparado para emitir corretamente os documentos fiscais.
Com a implementação da CBS e do IBS, os documentos fiscais passam a exigir novos campos e novas informações.
Esses campos precisam ser preenchidos corretamente, de acordo com cada operação realizada pela empresa.
Na prática, será necessário observar pontos como:
Pode parecer simples. E, em muitos casos, é mesmo.
O problema é que muita empresa ainda não fez esse ajuste.
O ponto principal é este: ainda dá tempo de corrigir.
Estamos em junho, e isso coloca as empresas em uma janela importante de preparação. Esperar agosto chegar para verificar sistema, cadastro e preenchimento fiscal pode ser um erro caro.
Afinal, quando a exigência estiver valendo, a empresa não vai querer descobrir que o emissor não foi atualizado, que os campos não aparecem corretamente ou que as informações estão sendo preenchidas de forma inconsistente.
O melhor momento para revisar isso é agora.
Muitos empresários ainda pensam assim:
“Se a multa só vem depois, eu vejo isso mais para frente.”
Esse raciocínio é perigoso.
Mesmo que a cobrança efetiva e as penalidades sobre recolhimento ganhem mais peso apenas em momento posterior, as informações prestadas agora já podem formar histórico para o fisco.
E histórico importa.
Cada nota fiscal emitida com erro, omissão ou inconsistência pode servir como base de comparação no futuro. O que foi informado hoje poderá ser confrontado com aquilo que deveria ter sido declarado.
Ou seja: a fase educativa não deve ser tratada como fase sem consequência.
As falhas podem surgir em pontos simples da operação.
Um sistema desatualizado. Um campo não preenchido. Uma alíquota aplicada incorretamente. Um cadastro fiscal antigo. Uma operação classificada de forma equivocada.
Sozinhos, esses erros podem parecer pequenos.
Mas, repetidos em várias notas fiscais, eles criam um padrão. E esse padrão pode chamar atenção.
Por isso, a empresa precisa agir antes que o problema se acumule.
Para a maioria das empresas, o primeiro desafio da Reforma Tributária não será interpretar a lei em profundidade.
Será fazer o básico funcionar.
O sistema precisa emitir corretamente.
Os campos precisam aparecer.
As informações precisam ser preenchidas.
As alíquotas precisam ser conferidas.
A contabilidade precisa estar alinhada com a operação.
É um trabalho de revisão, organização e prevenção.
E quanto antes for feito, menor será o risco de retrabalho.
A preparação deve começar por uma checagem simples, mas essencial.
Primeiro, confirme se o sistema emissor de notas fiscais já está atualizado para os campos da CBS e do IBS.
Depois, revise os cadastros de produtos, serviços e operações. Muitas inconsistências nascem justamente de informações antigas ou incompletas.
Também é importante conferir se as alíquotas estão sendo aplicadas corretamente de acordo com cada tipo de operação.
Por fim, alinhe tudo com a contabilidade. Esse acompanhamento é fundamental para evitar que o sistema emita informações que não correspondem à realidade fiscal da empresa.
A Reforma Tributária será implementada de forma gradual, mas isso não significa que a empresa possa deixar tudo para depois.
Agosto deve ser visto como um marco de virada.
Não é o início da preocupação.
É o fim do prazo para tratar o assunto como teste.
Quem se prepara agora chega em agosto com mais segurança. Quem deixa para a última hora corre o risco de começar essa nova fase acumulando erros justamente no documento mais observado pelo fisco: a nota fiscal.
A Reforma Tributária já chegou às notas fiscais.
E, embora ainda estejamos em junho, o aviso precisa ser levado a sério.
Atualizar o sistema, revisar campos, conferir alíquotas e alinhar a operação com a contabilidade são medidas simples, mas urgentes.
O empresário que agir agora evita correrias, inconsistências e riscos desnecessários.
Agosto está próximo.
E a empresa que tratar esse período como preparação terá muito mais tranquilidade quando a fase de teste acabar.
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