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A Reforma Tributária está cheia de mudanças importantes, mas uma delas já é considerada a mais inovadora por especialistas e profissionais da contabilidade: o Split Payment.
Nos conteúdos anteriores já falamos sobre Imposto Seletivo, IBS e CBS. Agora é a vez de entender como o Split Payment deve transformar de vez a forma de recolher tributos no Brasil.
Confira também:
IBS e CBS: apuração no regime não-cumulativo e exceções.
Imposto Seletivo: Você já sabe como funcionará esse novo tributo?
O Split Payment, ou “pagamento dividido”, é um mecanismo em que os impostos são recolhidos em tempo real, no momento em que a operação é finalizada.
Na prática, funciona assim:
📌 Exemplo:
Se a conta em um restaurante foi de R$100, e a alíquota hipotética de impostos é de 25%, o valor final da compra será R$125. No pagamento, R$100 seguem para o restaurante e R$25 são recolhidos na hora pela Receita Federal.
Para dar suporte a esse modelo, a Receita Federal está desenvolvendo um sistema 150 vezes mais robusto que o PIX, capaz de processar milhões de operações por segundo.
Esse sistema permitirá:
O maior impacto será no fluxo de caixa. Hoje, muitas empresas utilizam o prazo de apuração e recolhimento dos tributos como uma forma de financiamento temporário. Com o Split Payment, isso deixa de existir: o dinheiro dos impostos não chega a ficar disponível na conta da empresa.
Apesar da automatização do recolhimento, as empresas e contadores continuarão tendo papel fundamental. Será preciso:
Um ponto positivo é a promessa de agilidade: em casos de créditos tributários, as empresas poderão solicitar restituição no mesmo dia da operação. Isso pode trazer alívio e maior previsibilidade em alguns setores.
A implementação do Split Payment não será simples. Será necessário:
O Split Payment representa um marco na forma de arrecadar tributos no Brasil. Se por um lado ele traz mais eficiência e transparência para o sistema tributário, por outro exige das empresas adaptação, planejamento e revisão de processos internos.
Ainda há grandes desafios tecnológicos para sua implantação, mas a tendência é clara: estamos diante de uma das maiores revoluções na tributação brasileira.
Continue acompanhando nossa série sobre a Reforma Tributária. No próximo artigo, vamos falar sobre o impacto da Reforma no Simples Nacional e como a nova opção semestral de recolhimento de CBS e IBS pode afetar a competitividade das pequenas empresas.
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